quarta-feira, 20 de maio de 2009

Tudo o que é


Tudo o que é

Só se realiza pelo seu contrário.

Consola-me do mal que me fazes

Se me dói fazeres o que também faço.

Assim me lembras das minhas derrotas

Nas batalhas contra mim mesma.

Vou mentalizar.

Duas doses de menta

E uma pitada de pimenta.

Menos pimenta,

Menos ciumenta.

Às vezes sou cinza da brasa de ontem,

Convicta de ter a alma reduzida a pó.

E ciente do tudo que há no nada,

Que é só o que me cabe agora,

Me vens inflamável.

Sem direito a sanatório

Ou a antiinflamatório.

Carolina Sousa Martins
2009

sexta-feira, 17 de abril de 2009

terça-feira, 14 de abril de 2009

Meu par de óculos e ósculos




Maríder é meu par. De óculos. E ósculos.

Às vezes chego em casa com o nariz vermelho, o olho inchado e cheia de sardas.

Ele, com a borracha, o lápis 3B e minhas gargalhadas.

Aquelas, que esqueci pela estrada.

Eu chego exaurida.

Ele, com a reza lida.

Disseram que eu jogava vídeo game. A manhã inteira.

Gente doida... Que canseira!

Maríder me compra um vídeo game pra acabar com a choradeira
e eu voltar pra brincadeira.

Maríder me ajuda a rir de mim.

Maríder me ajuda a rir... “um tantão assim”!

Se o doutor quer apressar a ninhada,
maríder faz é dar risada.

Eu, a personificação da preocupação.

Maríder, meu guardião.

Maríder é meu par. De óculos. E ósculos.

Carolina Sousa Martins
(2009)

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Carnaval de Salvador - A corda da discórdia

(Ivete Sangalo, no 1o. dia do seu bloco, Coruja,
no melhor percurso - Campo Grande,
no Carnaval de Salvador de 2009)


A corda da discórdia

Carnaval de Salvador. Pra quem gosta, mesmo de longe, a manchete é triste. "Cordeiro pede um cigarro e folião reage apagando seu cigarro no braço do pedinte".

Se um folião apaga seu cigarro no braço de um cordeiro, todos somos responsáveis. Bell Marques, Durval Lelys e Ivete Sangalo, entre outros artistas principais dos trios mais disputados do Carnaval de Salvador, têm, na minha opinião, não só a responsabilidade social, que todos nós dividimos, mas a missão de minimizar essas diferenças. Imagine se resolvessem montar a festa de que você mais gosta na vida da seguinte forma: poriam uma corda na sua rua, encheriam de alienígena e ainda contratariam você de fiscal para só deixar entrar quem fosse alienígena e impedir qualquer aproximação de seus amigos e vizinhos? Você participaria ativamente da sua auto-exclusão!

Ivete Sangalo e Timbalada (e, nesse ano de 2009, também o Olodum), oferecem shows sem corda na quarta-feira! Sempre achei isso digno de aplauso. E o povo merece isso. Os cordeiros merecem.

Por que os cordeiros? Porque são SEUS funcionários, Bell, Durval e Ivete, assim como a funcionária da minha casa também merece um tratamento vip da minha parte. Eles vos servem (e NOS servem a todos no Carnaval).

Fosse eu a estrela da festa, ainda daria ao show SEM CORDA um título q homenageasse os cordeiros.

Não pense de outro lado que eu nunca tive problemas com os cordeiros. Pelo contrário. Do lado de dentro da corda, tenho a visão privilegiada da segregação sócio-econômico-racial. Num dos blocos, um cordeiro já quis tomar meu chapéu à força. Em outro, chegaram a abrir a pochete de uma amiga. Em outro, um dos cordeiros foi beijar uma moça acompanhada... Apaixonada que sou pelo Carnaval de Salvador, quando vou, faço papel de associada, mas, junto com meus amigos, faço parte do time que compra água, compra pipoca e tenta tornar a tarefa do cordeiro mais leve, dando o que eles pedem, sempre que possível. E como eles pedem... Eles querem um real, uma moeda, um gole, a fantasia, o abadá...

E quais seriam outros meios de minimizar as diferenças? Que tal aumentar o salário dos cordeiros? Eu não tenho noção de custos, mas então que tal fazê-los se sentir mais gente e menos bicho? Que tal oferecer lanche? Ou pelo menos água? Que tal dar um chapéu legal pra eles? Isso já os deixaria felizes com a fantasia e ainda protegeria do sol ou chuva...

Mas há que se fazer uma análise macro da história do associado que queimou o cordeiro com um cigarro. Não o conheço e TAMBÉM ACHO repugnante a atitude. Mas pense-se que ele poderia ser um dos associados cuja namorada foi desrespeitada pelos cordeiros, cujos amigos foram roubados e / ou cujos efeitos do álcool potencializaram essa reação. Não estou aqui para defender atrocidades. Nada justifica o ato. Mas é preciso lembrar que não foi, certamente, um ato isolado de um monstro. Foi, sim, um ato monstruoso, mas encadeado em um contexto. E um ato que pode se repetir se tudo permanecer como está.

Assim como os cordeiros e, praticamente, todo o lado DE FORA da corda, dirige sua insatisfação com a desigualdade e a exclusão sociais para toda e qualquer pessoa que estiver portando um abadá do Camaleão, do Me Abraça ou do Coruja, entre outros, os associados também têm um sentimento de generalização. Os associados igualmente se sentem impotentes e injustiçados. São também agredidos gratuitamente, são cobrados duas ou até três vezes por um mesmo produto (pois há a concepção geral de que são ricos e isso é justificativa para a extorsão)... E isso gera uma guerra silenciosa. E perigosa.

Queiram ou não, essa desigualdade, por algum motivo que desconheço, foi posta nas mãos de vocês, Bell, Durval e Ivete. Não falo apenas de consciência social. Essa, todos nós temos ou deveríamos ter. Mas como donos dessa empresa do Carnaval de Salvador, foi dado a vocês o poder para solucionar esse “impasse de RH” cujo desdobramento pode findar em efeitos desastrosos para a própria empresa. É preciso que os “reis” e “rainhas” da festa, “baixem decretos” no sentido de minimizar esse desequilíbrio, tendente a atingir um ponto de inflexão que leve a um resultado avassalador.

E, quanto a isso, todos deviam admitir, Ivete Sangalo saiu na frente. Com seu "arrastão" sem cordas. Ou discórdias...

Carolina Sousa Martins

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

E, assim, as mocinhas se tornam MEGEEERAS...


E, assim, as mocinhas se tornam MEGEEERAS...
(o título é da minha colega de trabalho, Robertinha – inteligentíssima:
peculiarizar.blogspot.com )

Momento para pausa.

Menopausa.

O Ministério da Saúde adverte: este texto é prejudicial ao feminismo.

Se você está “empanturrado” de machismo, melhor parar por aqui.

A pergunta “p” é: quando e onde elas se tornaram assim?

Quando foi que aquela chefe se tornou “a bruaca”, “a bruxa”, “a fera”, “a inquisilady”, “a carrasca”, “a feitora”, “a megera indomada”, “a capitã-do-mato do inferno”??? Quando foi que ela se tornou digna de tantas condecorações?

Começo um texto sem método e sem ciência. Com ciência de que incomoda. Para ver se vira moda tentar levar consciência.

Sem método, sem ciência e, pior: recheado de meu machismo empírico.

Antes de começar, peço pausa.

Eu não fui sempre machista. Muito pelo contrário. Nasci com um gene feminista. Que socializei. Ou foi socializado. “Fenotipei” meu gene feminista, que queimou sutiã! Fiz dele um gene que adooora usar sutiã, lingerie e até corpete!

Entendam: não “o suicidei”! Mas já que eu vou passar toda a minha vida pertencendo à categoria “mulher num país machista”, que eu pelo menos entre no elevador primeiro, não tenha que fazer o enooorme esforço de puxar minha própria cadeira ou chamar o garçom, não estrague minha unha abrindo a porta do carro e faça parte do primeiro grupo a ser salvo num naufrágio ou num incêndio!

Mulheres e crianças primeeeiro!!! Mas só em caso de emergência. No dia-a-dia, eu voto nelEs! E explico.

Reza a lenda que, num Reino distante daqui, uma assessora da Corte jogou café no garçom porque o café estava frio. Não sei por que me veio à cabeça agora uma dúvida sobre a origem da palavra “cortesã”... Suspeito de que a assessora DA CORTE foi titular do primeiro apelido carinhoso com que uma mulher no poder deve ter sido agraciada: CORTESÃ!

Estado civil: sozinha.

Num país da América do Sul, corre, à boca pequena, a lenda urbana sobre uma juíza que ameaçava os seus subordinados, gritava, batia na mesa e xingava-os.

Estado civil: sozinha.

Parece ainda que nesse mesmo esquisito país, várias e várias mulheres fazem nascer uma paradoxal geração de poderosas sem poder próprio. E como explicar o fenômeno à minha avó? Mulher era “mão-de-obra DÓCIL”!!! Como explicar cobranças judiciais de indenização por assédio moral cometido por MU-LHE-RES? Tá, eu sei. Por homens, também. Mas elas, aparentemente, têm algo em comum.

Estado civil: sozinhas.

São essas chefes, coordenadoras, diretoras, presidentes e congêneres que, sem saber manobrar uma gestão de pessoal eficiente, especializam-se em "enricar" o nicho dos médicos, psicólogos, psiquiatras e demais “curandeiros” de almas atormentadas - seus subordinados.

Estado civil: sozinhas.

Antes de querer me matar, se leu até aqui, eu imploro: prossiga com a leitura.

Não falo das solteiras. Para aqueles que acham que toda mulher que não depende de homem é "mal amada": eu ainda os acho uns idiotas!


Para os alienígenas que eventualmente estejam lendo esse texto, solteiros são os espíritos constantemente chamados à evolução. Solteiros são a categoria cujos carros pagam seguros mais caros. Solteiros são aqueles que não têm desculpa para não fazer hora-extra. E, como se não bastasse, solteiros que se candidatam a líderes de governo ainda são vistos com uma gratuita desconfiança por quem pensa que casamento rima com austeridade. 'Tá na cara: não rima!

Solteiros não participam de um estado civil, mas da única fase da vida que tem despedida. E quanto aos sozinhos... ah, esses são muito diferentes dos solteiros! Sozinhos não têm “despedida de solidão”. E sozinhos não têm nem mesmo despedida de solteiro.

Sozinhos não têm amigos com quem partilhar despedidas. Ou reencontros. Ser sozinho é não ter a quem dar a mão.

Sozinhas são as casadas, mas separadas. Não importa nem se dormem em camas separadas, mas importa se têm vidas separadas e vivem uma separação dentro do próprio casamento. Sozinhas são as mães que vêem seus filhos crescidos lhes cobrando a atenção negligenciada na infância. Sozinhas são essas mães que não têm dívidas financeiras, mas têm dívidas de tempo, de carinho e de amor que jamais poderão ser saldadas.

Sozinhas são as divorciadas que decidiram nunca mais acreditar no amor. Sozinhas são as solteiras que não se dispõem a abrir mão de nada para dar espaço a esse mesmo amor. Sozinhas são as que, em três palavras, NÃO TÊM AMOR! Nenhum tipo de amor. A olhos nus. E acham que têm.

Infelizmente o sucesso não faz companhia.

Carolina Sousa Martins



segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Carta sem remetente


As cartas de amor (“ridículas”) foram oficialmente enterradas sob o primeiro prédio erguido por Bill Gates.

E talvez só aqueles que já estiveram longe de casa saibam bem apreciar uma carta de carinho. Ou, hoje, um e-mail de carinho. De alguém que lembrou. De alguém que sempre festeja a nossa chegada. E com espontaneidade. De alguém que nos quer bem, com sinceridade. Onde for, quando for e como for.

Talvez as cartas tenham mais charme... Tinham de ser escritas uma a uma. Deixavam mais vestígios sobre o estado do remetente e mais marcas a testemunhar o caminho percorrido pelos carteiros.

Mas o desvelo com que escrevo se compara à saudade que compelia nossos avós a disporem de tempo. Tempo para escrever muitas e longas cartas, com LETRA BONITA e em PAPEL PERFUMADO. Tempo para selá-las com ÚMIDOS BEIJOS (e eu digo literalmente, e sem a umidade do gozo da poesia: úmidos eram os beijos com SABOR DE COLA que deixavam, ainda, traços de DNA sobre a carta...). Tempo para ir aos Correios, preencher o envelope, lacrá-lo, enviá-lo e esperar a longuíssima espera da resposta. Era também o tempo de conhecer o carteiro. Tempo de conversar com o funcionário dos Correios. Era o tempo que fazia sentido... Todos os sentidos. Só faltava a voz do remetente. Mas isso era providenciado pela maior nação do mundo: a imaginação. E o e-mail só apela à visão...

Mas eu queria que ao abrir ESSE e-mail, você abrisse também um sorriso. Sem letra bonita ou papel perfumado, “essa carta” vai com desejos de mãe, de vó, de alguém bem querido na família. QUERIDO porque QUER muito. Muito bem aos outros.

Ah, a família... Esses amigos que a natureza impõe. E os amigos? A família que escolhemos! Acho a natureza mais sábia do que nós. Mas, quando a própria natureza já nos considera adultos para escolhermos nossas famílias, temos a procuração da Sabedoria. Significa que já cessou o tempo dos porquês. E assim sendo, que importa saber se nossas maiores bênçãos têm raiz naquelas escolhas pseudo-conscientes ou se nascem do acaso – se é que ele existe?

Já crescemos em maturidade para não termos vergonha de beijar mamãe na porta da escola. Já temos altura para voltarmos a ser crianças e reencontrarmos a poesia da vida.

E falar em poesia... só pode lembrar Vinícius! Sobre os amigos... “porque não os procuro com assiduidade, não posso dizer-lhes o quanto gosto deles. Eles não acreditariam.”

Não acreditam. E como bom “tradutor de gente”, o poeta me reescreve. Sinto, verdadeiramente, essa mesma paixão “derramante”. Por tantos amigos que (nem sabem que) foram feitos família e por tantos familiares (que também não se sabem), meus grandes e amados amigos.

E hoje sei que muitos acham o que escrevo carregado de emoção, exagerado, ou “fora do chão” (quando não, ficção). Mas hoje, também, já não ligo, não. Que eu seja apenas fora de padrão!

Pois, repito, disso também se faz a vida: de imaginação! E eu, verdadeiramente, vivo toda essa desorientação! E isso faz de mim a privilegiada protagonista da minha própria vida. Privilegiada, sim, por sentir tanto assim. Por acreditar tanto assim. Por PRECISAR TANTO ASSIM. DE GENTE.

Quantas vidas abandonam as nossas ou nós abandonamos... E eu me ressinto. Quantas experiências, perdas, enganos, dramas, suspenses e comédias... Mesmo com tantos enredos, a história do meu cinema não tem registros de cadeiras vazias. É que a entrada é franca! E esse teatro sempre há de ser cheio de gente.

E essa gente que me cerca me orgulha. Gente que ajuda a atenuar raivas e medos. Gente que liga, que lembra, mesmo morando do outro lado. Do mundo. Gente que manda e-mail porque nunca tem tempo pra nada. Gente que gosta não só DA gente, mas DE gente. E gente da TROPA DE ELITE, que sempre acha tempo pra nós, e pra quem nós, também, sempre CRIAMOS tempo.

Sei que não deixo claro durante todo o ano o quanto o meu coração é disponível. Mas é um bom momento para lembrar: contem comigo SEMPRE! Eu devo muito a vocês. E é só pra dizer isso que hoje escrevo esse e-mail. É que...

As cartas de amor (“ridículas”) foram oficialmente enterradas sob o primeiro prédio erguido por Bill Gates. Só restaram as cartas ao Papai Noel...
Carolina Sousa Martins
(2008)

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Quando se vê, já é 2009!

(a imagem acima foi retirada do blog bp3.blogger.com )

É bonito olhar pra trás e avistar desejos realizados, amizades mantidas, promessas cumpridas...

Mas se em 2008 "nem tudo foram flores"...

Não deixe que o passado seja um peso. Transforme-o numa lição.

Perdoe a si mesmo e aos outros. Acredite que existem mal-entendidos. Aprenda, de vez, a se colocar no lugar dos outros. Confie nas pessoas! A maioria delas é belíssima...

Vá, peça perdão, "porque, quem não pede perdão, não é nunca perdoado".

Não tema o futuro, construa-o tijolo por tijolo. Se houve "castelos de areia" que "o vento levou", edifique os próximos sonhos em concreto, pois assim eles serão sonhos concretos...

Se houve algo que você perdeu, não se apegue à sua perda. Abra mão dela por um “futuro/presente” muito melhor!

E aprenda a felicidade que está no amar...

Amar os amigos, em quem se pode confiar - aqueles que vibram com nosso sucesso e sofrem com nossos tropeços; aqueles que nos atendem quando ligamos de madrugada, aos prantos, e dizem "Não, eu não ‘tava dormindo"; aqueles que nos lêem o pensamento pelos olhos; aqueles que dão conselho e depois dão colo (quando não seguimos o conselho); aqueles que nos defendem antes que se peça qualquer coisa; aqueles que sabem emprestar a mão, o ouvido, o ombro, o colo e o coração.

Amar aquele "pentelho", do convívio diário, que, mesmo quando o nega, se mostra tão frágil e inocente ao querer ser igual a você. Amar explicitamente aquele em quem você se espelha, por sabê-lo tão grande que só resta segui-lo.

Amar aquele amor de verdade que lhe é oferecido de forma leve e sincera, aquele amor dos que nunca sofreram ou dos que souberam curar suas feridas, aquele amor que é entrega, e não tem vergonha de sê-lo, que é escândalo, que não tem ciúmes ou egoísmos, mas que também não deixa de ter medo de perder.

Amar aquele que não contentou-se em ensinar você a andar, mas permitiu que você “voasse” sozinho, ainda que isso o fizesse sofrer, com o “ninho vazio”.

Amar os melhores pais do mundo!

Amar aquele irmão que a sorte fez amigo.

Amar o dia que amanhece e os momentos do caminho diário.

Amar ao Deus que segura a sua mão e o faz forte justamente quando você mais precisa.

Procure (e encontre!) seu Deus, seus amigos, sua família, seu amor. Esses são os presentes que encomendei a Ele pra você nesse próximo ano.

Deus é a luz que está em mim e em você, por mais que a gente não queira saber.

Não se perca dos seus amigos. Não é fácil encontrá-los.

Não se distancie da sua família. Nesses "dias em que chegam dois salários em casa, porém aumentam os divórcios", ela ainda é o início de tudo e a base da força da sociedade.

Não desista do amor, por mais que ele já o tenha ferido.

Levante a cabeça, respire fundo, sacuda a poeira da alma e siga adiante. Você é do tamanho dessa sua alma e os desafios são menores que você.
Conte pro espelho que você é demais!

"Peça arrego", quando precisar. Deixe-se ajudar! Quem disse que você tem que ser auto-suficiente?

Assuma, com pureza, essa paixão que já salta aos olhos. E deixe, quem sabe, um novo amor chegar... Ou se transformar...

Ponha a armadura da insensatez, de vez em quando. Agarre a mão daquele amigo "desmantelado" e saia correndo, deixando que ele o ajude a fugir dos “certinhos”. E não dê explicações sobre isso, ainda que sejam requisitadas...

Não economize sorrisos, abraços ou beijos. Isso não é economia, é desperdício!
Demonstrações sinceras de carinho não fogem à regra do "efeito bumerangue da vida" e geram uma energia positiva que volta pra você invariavelmente.

Não presuma que o outro sabe-se amado. Vá correndo dizer isso a ele.

Tenha tempo pra você e pras pessoas. “Então é Natal! E o que você fez?”

E se tempo é uma questão de paixão, apaixone-se! Ou então a falta de tempo pode vir a ser sentida como falta das pessoas que ficaram pra trás, falta do que deveria ter sido construído na sua própria humanidade, na opção do "ser" em detrimento do "ter".

Seja feliz hoje! Pode ser que amanhã não dê tempo de corrigir sua infelicidade!

Não desista de acreditar - isso é o mais certo! Espere! Persevere!

E jamais se sinta só. Há sempre alguém por perto.

Lembre-se que a paz é fácil demais, "rapaz"!

Faça, do seu Natal, um alegríssimo Natal, e, do seu 2009, um felicíssimo 2009!

Com carinho,

Carolina Sousa Martins